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‘Fábrica do futuro é automatizada e flexível’, diz especialista no 1º Simpósio das Faculdades de Tecnologia Senai-SP

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Engenheiro Luís Miguel Marques de Sá veio da Alemanha para fazer a palestra magna de abertura do evento, na manhã desta segunda-feira (26/11)

26/11/2018

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Tempo de refletir sobre o futuro. E sobre a união do mundo real com o virtual. Com esse foco, foi realizado, nesta segunda-feira (26/11), o 1º Simpósio das Faculdades de Tecnologia Senai-SP – Informação e Conhecimento. O evento foi sediado no Teatro Sesi-SP, no prédio da Fiesp, em São Paulo.

“Existe uma correta preocupação da indústria de São Paulo com o ensino superior”, afirmou o diretor regional do Senai-SP, Ricardo Terra, na abertura do encontro. “Hoje temos a certeza, pela alta empregabilidade dos nossos alunos, de que estamos no caminho certo”, disse. “Somos a escola da indústria”.  

Para Terra, “a melhor forma de prever o futuro é construí-lo”.  

Responsável pela palestra magna do simpósio, sobre a “Quarta Revolução Industrial – A Transição e seus impactos”, o engenheiro Luís Miguel Marques de Sá, gerente sênior de Projetos e Produtos da Festo Didactic SE, empresa de automação e consultoria da Alemanha, destacou que “não é preciso temer a automatização do humano” nesse momento de mudança.

“A indústria 4.0 envolve cadeias de criação de valor, unindo o mundo real e o virtual”, disse Sá. “É a tecnologia que vem para ajudar a facilitar a vida”.

O especialista apontou tendências na área como a mobilidade como serviço, os veículos autônomos, a inteligência de softwares em produtos e conexão de três mundos: casa, trabalho e lazer. “Temos os três ligados, não é possível mais separar”, explicou.

Isso sem falar no cuidado com a sustentabilidade e o uso das novas energias, na adoção de novos modelos de negócios e na oferta de serviços novos ou adicionais.

Sá destacou ainda conceitos como a maior flexibilidade nos processos e aumento na eficiência dos recursos, com controle mais eficiente dos procedimentos e aumento na disponibilidade das máquinas. “A implantação da indústria 4.0 é um processo evolutivo que progride em diferentes velocidades nas fábricas e em certos segmentos da indústria”, disse.

Nesse contexto, para o especialista, a fábrica do futuro é “automatizada, flexível e com consumo energético otimizado, um cenário de constante aprendizagem”. “Até um prego a ser colocado tem um sistema de inteligência”, explicou.

Outro ponto importante, segundo Sá, é o foco nas pessoas. “A peça central da indústria 4.0 é a noção de fábrica de aprendizagem inteligente”, disse. “Cada máquina precisa ser capaz de conversar com a outra, a indústria 4.0 muda as exigências feitas aos trabalhadores”.

Foto: Helcio Nagamine/Fiesp
Terra: alta empregabilidade dos alunos e compromisso com o ensino superior.