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SENAI-SP é destaque em artigo sobre 5G e Indústria 4.0 do World Economic Forum

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OpenLAB, com sua planta tecnológica, é exemplo de educação para Indústria 4.0

26/02/2021

SENAI-SP acaba de ser citado em um conteúdo sobre 5G e Indústria 4.0 do World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial ou FEM), instituição sediada em Genebra – Suiça, que reúne os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas selecionados para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente.

O artigo “Mais do que velocidade: 5G pode se tornar o próximo grande impulsionador econômico” fala sobre as perspectivas da implementação do 5G na América Latina e como a tecnologia poderá ser usada para conquistar um novo patamar para a expansão econômica.

Na abertura da publicação, já é apresentada com destaque a imagem das instalações OpenLAB do SENAI-SP como um exemplo de iniciativa para fomentar a Educação para a Indústria 4.0. Lançado em setembro de 2020 em parceria com a Nokia, o OpenLab, por meio da aplicação do 4.9 G no chão de fábrica, na Escola Senai “Armando de Arruda Pereira”, em São Caetano do Sul, permite a capacitação de profissionais para atuar na conectividade digital da indústria, além de alavancar a adoção de tecnologias antes de seu lançamento no mercado. 

Confira abaixo o artigo escrito por Osvaldo Di Campli, presidente da Nokia na América Latina, publicado no portal do Fórum Econômico Mundial na íntegra, com a tradução para o português.

Mais do que velocidade: 5G pode se tornar o próximo grande impulsionador econômico

Instlações OpenLAB no Brasil: uma parceria entre o SENAI-SP - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – e a Nokia para fomentar a educação para a Indústria 4.0

O 5G é entendido, frequentemente, como sendo capaz de aumentar a velocidade de “tudo”. Os dicionários a definem como “tecnologia para enviar dados… em velocidades mais altas do que os dispositivos 4G”. E, ainda assim, o 5G é muito mais do que a próxima “velocidade G”, também é o principal motor do crescimento econômico.

Aqui, estão cinco maneiras pelas quais a América Latina está se preparando para o 5G, para assim, a tecnologia se tornar um facilitador de uma transformação digital de sucesso:

1. Vendo o 5G como infraestrutura crítica para as economias nacionais

O 5G e o ecossistema digital que ele vai criar são definidos para estimular a recuperação econômica, após a pandemia do COVID-19.

Veremos um aumento da produtividade, com mais serviços de valor agregado e maiores receitas, como resultado. E isso ajudará muito a superar uma barreira digital persistente e a trazer os países latino-americanos a uma maior paridade econômica com outras regiões.

Em alguns lugares, os cidadãos não têm acesso à velocidade de banda larga e qualidade de rede adequadas. Para superá-lo, precisamos expandir a cobertura da rede para chegar aos 100 milhões de habitantes desconectados; e aumentar a adoção pelas 211 milhões de pessoas que não têm serviço, apesar da cobertura.

“Quanto mais regional e globalmente harmonizado for o roteiro 5G, mais acessíveis serão os dispositivos e mais eficaz será a implantação da rede”. - Osvaldo Di Campli

Atualmente, seis em cada dez residências na América Latina não possuem banda larga fixa. A implantação de uma rede 5G envolve grandes custos e longos períodos de retorno. Os investidores em potencial buscam, compreensivelmente, certeza e clareza sobre o cenário legal e regulatório.

Um estudo recente realizado pelos consultores Nokia e OMDIA, “Por que 5G na América Latina?”, estimou que a penetração do 5G ficaria em 17% até o final de 2024. A transformação digital promovida pelo 5G e seus casos de uso pode render até $ 3,3 trilhões (dólares) de valor econômico e social até 2035.

Esse momento é crítico: a América Latina já está atrás de seus pares em produtividade e também está atrasada com a implantação de redes 5G. Portanto, o planejamento é fundamental.

2. Acelerar a agenda digital em todos os setores

O sucesso da transformação digital liderada pelo 5G dependerá do fornecimento da digitalização em todos os setores da economia. Isso exigirá a criação de ecossistemas abertos e diversos para a criação colaborativa de valor. Novos participantes e novos modelos de negócios vão surgir, desde centro de dados neutros e operadoras atacadistas, até fornecedores de serviços inovadores.

Os formuladores de políticas, na América Latina, têm a chance de desenvolver uma agenda para acelerar a inovação e incentivar os investimentos em digitalização para serviços públicos e desenvolvimento industrial.

A região pode ultrapassar outros ecossistemas regionais aprendendo com a experiência de economias digitais de alto desempenho, como a Finlândia e outros países europeus.

A cidade colombiana de Medellín também foi nomeada um centro da Quarta Revolução Industrial e está liderando a promoção do ecossistema.

3. Limpeza e realocação de espectro

Os governos podem atuar como facilitadores para o processo de criação e cultivo do ecossistema 5G. Um passo crucial será acelerar a alocação de espectro, pois o 5G precisa de espectro para cobertura (bandas inferiores), mobilidade de alta velocidade (bandas médias) e para aplicações industriais (ondas milimétricas). As ondas milimétricas permitem serviços que podem gerar um salto qualitativo na fabricação.

Muitos países da região iniciaram testes do 5G, incluindo Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México e Peru. Precisamos de um roteiro de espectro claro: quanto mais harmonizado regional e globalmente for o espectro, mais acessíveis os dispositivos se tornarão e mais eficaz será a implantação da rede.

O Chile assumiu a liderança nos leilões de espectro e deve ser visto como uma referência para a região. Existem redes 5G comerciais no Caribe (Setar Aruba) e no Uruguai (Antel Uruguai), que, atualmente, estão trabalhando em testes com a Nokia.

4. Apoiar soluções aprimoradas de IoT para os setores agrícola e industrial

Para os setores industriais, a digitalização significa a capacidade de controlar ativos físicos usando ferramentas digitais. O 5G terá um grande impacto na digitalização industrial. No Brasil, pode ser agricultura, mineração e manufatura. No Chile, manufatura, mineração e logística. Na Colômbia, petróleo e gás e agricultura. No México, manufatura e mineração. Em suma, não é apenas uma questão de conectividade.

Prosperar na “Era 5G” requer a habilidade de jogar em um ecossistema, estar aberto para trabalhar com parceiros em dispositivos IoT, bem como em casos de uso. No Brasil, a iniciativa ConectarAgro é um exemplo ousado de como as questões da agricultura podem ser tratadas a partir de uma solução de problemas e abordagem de múltiplos parceiros. Essas indústrias precisam de redes privadas, projetadas com segurança e robustamente customizadas por meio de um caminho que pode começar com um 4G avançado e evoluir para o 5G.

 

5. Ajudar as pessoas a desempenharem um papel criativo e ativo no 5G

As pessoas que criam, aperfeiçoam, usam e se beneficiam dessa tecnologia precisam ser consideradas durante toda a jornada do 5G. As redes da próxima geração exigirão a qualificação e requalificação de alunos e trabalhadores ao longo de suas vidas.

Esse processo vitalício requer parcerias entre organizações dos setores público e privado para criarem programas de treinamento e testbeds – plataforma para desenvolvimento de grandes projetos - para a criação de soluções em mercados emergentes.

Os nativos digitais também devem ter condições de se integrar ao ecossistema não apenas como consumidores, mas também para criar e construir uma nova economia digital.

5G para prosperidade

A definição inicial de 5G era centrada em velocidade. Talvez uma nova definição se apresente em não muito tempo, conforme a sociedade transforma o conceito em algo como "a tecnologia que permite a prosperidade".

O fato de seguirmos ou não nessa direção dependerá dos problemas que decidiremos resolver, de como abordaremos os desafios atuais, como a lacuna de habilidades digitais, e de quais investimentos decidimos serem necessários em ações estruturais para eliminar a lacuna digital.

Fonte: weforum.org