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Atuando por um desenvolvimento sustentável

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No dia do Meio Ambiente, conheça práticas e futuros projetos do SENAI-SP na gestão de resíduos e Economia Circular

02/06/2021

Em 1972, na Assembleia Geral das Nações Unidas, foi criado o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 05 de junho. De lá para cá, muita coisa mudou, práticas foram acrescentadas, outras descartadas, e nos vimos cada vez mais responsáveis em adotar medidas que promovam a sustentabilidade – da gestão de resíduos sólidos a novos projetos de Economia Circular. 

Atualmente, o SENAI-SP detém 100% da gestão de resíduos sólidos em todo o estado de São Paulo com a coleta de resíduos gerados nas mais de 90 unidades fixas, além das unidades móveis. Entende-se a Gestão de Resíduos das unidades do SENAI-SP como o estabelecimento e padronização de um fluxo para armazenamento de resíduos, controle de documentos, atendimento aos requisitos legais e destinação adequada. Para os próximos anos, busca-se uma utilização cada vez mais otimizada dos recursos, que vai resultar em uma redução de 10% por ano na geração de resíduos.

Todos os resíduos perigosos classificados como classe 1 (ácidos, óleos solúveis, produtos químicos e lâmpadas) e classe 2 (resíduos de construção civil, podas de árvores e jardinagem e madeira) são coletados por empresas credenciadas, responsáveis em realizar a destinação final atendendo as legislações vigentes. Outro ponto de atenção, o óleo lubrificante usado em todo o maquinário do SENAI-SP também é recolhido, armazenado e coletado por empresas que fazem o rerrefino deste material. As empresas licitadas para diferentes tipos de resíduos possibilitam uma maior segurança no atendimento aos requisitos legais e diminuição de custos operacionais para cada unidade.

Além disso, 100% das sucatas metálicas ferrosas e não ferrosas geradas pelas unidades também são coletadas por empresas nas quais esses materiais são reprocessados e voltam ao mercado como novas chapas ou barras, por exemplo.

Agora, um novo desafio está em andamento, unindo a gestão de resíduos e a Economia Circular: fazer com que estes materiais metálicos voltem às próprias oficinas e salas do SENAI-SP, ou seja, fechar o ciclo de uso e reuso. A ideia é estabelecer, por meio de parcerias, um modelo de negócio que possibilite a destinação da sucata de aço gerada pelos processos educacionais, máquinas e equipamentos do SENAI-SP, o reprocessamento e retorno como matéria prima para um novo ciclo. Tal projeto engloba os motes da Economia Circular de colaboração, visão sistêmica, redução da extração de recursos e de descarte, visão de longo prazo e a criação e retenção de valor. 

Outro projeto em andamento de Economia Circular no SENAI-SP, com os mesmos motes, é o ciclo de produção de mobiliário da rede. Atualmente, o SENAI-SP possui quatro Unidades Produtoras de mobiliário, em São Bernardo do Campo, Itatiba, Lençóis Paulista e Votuporanga, que produzem móveis de acordo com as demandas da rede. Mas, a ideia é que isso seja feito somente com matéria-prima provinda dos descartes de outros móveis da própria rede, novamente, fechando o ciclo de uso e reuso do material. 

Além do reaproveitamento de material, outras características de uma Economia Circular já estão sendo aplicadas nestas produções: redução de resíduos no processo, práticas de Lean Manufacturing, redução de custos, melhorias logísticas e otimização de processos. Afinal, a Economia Circular vai além do reaproveitamento de materiais, propõe um desenvolvimento sustentável. 

Ambos projetos de Economia Circular atendem parâmetros dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Indústria, Inovação e Infraestrutura; Consumo e Produção Responsável; Educação de Qualidade; e Parcerias em Prol de Metas) e da Estratégica ESG (Environment Social Governance). 

Novos caminhos e projetos de profissionais do SENAI-SP que buscam o aprimoramento constante tanto na gestão de resíduos como na reciclagem, na eficiência energética, na Economia Circular, e em as todas as medidas que nos permitem a construção de um melhor amanhã.